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Coffee Lover é a pessoa que ama café e tudo envolve o tema desta bebida, que é uma das mais tradicionais e charmosas do globo. Se você faz parte deste grupo e ainda adora viajar, precisa conhecer estes destinos imperdíveis para uma viagem cafeinada.

Cultivado e apreciado em diferentes culturas, há séculos, de tempos para cá vem aumentando o número de coffee lovers, um público mais curioso sobre diferente tipos de café, métodos de preparos e empolgados em visitar diferentes cafeterias. Por esse motivo vemos se multiplicar pelo mundo o número de cafeterias especializadas para agradar o paladar do público completamente apaixonado!

Produzido por mais de 40 países, o grão abraça o mundo e a diversidade, servido em cada canto de um jeito único e tendo exemplares bem diferenciados.

“Se você é um Coffee Lover como eu, certamente visitar cafeterias sempre está em seu roteiro de viagem”. 

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As cafeterias super autênticas espalhadas por cidades tão deliciosas quanto o café, fazem cada vez mais parte da lista de lugares para se visitar, e transformar a viagem ainda mais inesquecível!

Tão variado quanto o vinho quando falamos de complexidade de aromas e de terroirs, o café, por sua natureza, convida a uma viagem: do espresso italiano ao café turco das ruas de Istambul, a bebida pode ser apreciada de mil e uma maneiras – e todas oferecem uma experiência especial de sabor.

Descubra mais sobre o café viajando para destinos famosos pela produção da bebida – e, claro, pelo seu consumo.

BRASIL

Começamos pelo nosso amado e continental Brasil, maior produtor de café do mundo, é um destino obrigatório para os amantes da bebida.

O café é um dos produtos de alta relevância na rotina do brasileiro. Existem aqueles que nem sequer conseguem sair de casa rumo ao trabalho sem antes beber uma xícara. Mais que evitar a sonolência pós-almoço, a bebida faz parte do dia a dia e do paladar da população. Além disso, se olharmos um pouco para a histórica relação entre o Brasil e o café, veremos que se trata de uma indústria que ajudou o próprio país a se desenvolver.

Nos últimos anos, os cafés estão ganhando uma nova área: o turismo. Aceleradas pelo crescimento dos grãos especiais, diversas fazendas e até mesmo cidades estão criando as suas próprias rotas cafeeiras. Além de explicar todo o contexto histórico do grão, esses locais permitem a degustação da bebida que são verdadeiramente sofisticadas.  Os espaços mais populares estão localizados nas regiões interioranas dos estados de São Paulo e Minas Gerais, que sempre foram responsáveis pela maior produção do grão em terras brasileiras.

Há, no entanto, opções que vão do Sul do país até o Nordeste. “É um tipo de turismo que vem crescendo, mas que ainda apresenta um grande potencial para o futuro”, diz Marta Poggi e Borges, diretora da Strategia Consultoria, especializada em turismo. “É só pegar como comparação as procuradas rotas de vinho e queijo em diversos países da Europa e até da América do Sul.”

ETIÓPIA

A África é o berço do café. É de se esperar que o continente tenha vários países entre os maiores exportadores mundiais do grão. Alguns exemplos são: Etiópia, Uganda, Quênia e Tanzânia.

No entanto, é da Etiópia o título de país natal do café, um dos orgulhos do povo etíope, mesmo que haja certo embate com a origem no Iêmen. Uma coisa é certa: saborear o café local é um privilégio! Até porque é lá onde acontece a linda cerimônia de café. Nela, os grãos são selecionados, lavados, torrados em fogo a lenha e moídos na hora antes de a bebida ser finalizada em uma jebena (jarro tradicional).

Saborear um café na Etiópia, portanto, vai muito além de degustá-lo. Inclui admirar processos ancestrais em um ambiente decorado ao redor de um tipo de altar, onde a senhora do café prepara a bebida (já que apenas mulheres podem fazer isso). Tudo só termina quando você toma a terceira xícara, a mais importante.

Vale dizer que, além de conhecida como a casa geográfica dos tipos arábicos, o mais popular em todo o mundo, a Etiópia é dona de alguns dos melhores grãos. Um deles é mais complexo e frutado e você sente uma mistura de morango maduro, chocolate escuro, pimenta rosa, e rum envelhecido.

QUENIA

Apesar de o plantio ser originário da vizinha Etiópia, o café foi explorado no Quênia primeiro pelos árabes, povo que deu notoriedade e dominou o cultivo do fruto e a infusão da bebida. Depois, com a chegada da colonização inglesa, a exploração mudou de mãos. Após a independência, ocorrida em 1963, o café foi se tornando o que é hoje, um dos maiores produtos de exportação do país.

O Quênia é o país que, sem dúvida, levou à perfeição sua produção. Cultivado em região montanhosa, de solo vulcânico, cerca de 2/3 do café queniano são garantidos por pequenos produtores. Eles se reúnem em cooperativas que permitem beneficiar e comercializar essa bebida tão cobiçada.

Além do solo, o clima da região montanhosa do Quênia, mais ameno e com sol forte, influencia na produção de um café extremamente saboroso.

O café dessa região tem um sabor distinto e marcante, com notas cítricas, um delicado sabor adocicado, acidez acentuada e essência açucarada. 

TURQUIA

Na Turquia, onde é consumido desde a Idade Média, o café é preparado de forma única. É finamente cultivado e armazenado em um cezve (um pequeno recipiente, tradicionalmente feito de bronze ou cobre), onde é misturado com açúcar e, algumas vezes, com cardamomo e outras especiarias, para um marcante sabor caramelizado.

Um patrimônio cultural imaterial da humanidade segundo a UNESCO, o café turco (kahve), é tradicional em diversos territórios que fizeram parte do Império Otomano, como a Grécia e os Balcãs.

A bebida da Turquia não é coada e não deve ser consumida imediatamente. É preciso esperar um minuto para os sedimentos irem para o fundo da xícara. Respeitada a etapa da decantação, o café turco é como deve ser: concentrado, forte e delicioso!

Tão importante quanto a técnica é a cultura que envolve a bebida no país. O café turco é o exemplo perfeito da hospitalidade local e o momento de saboreá-lo é sempre celebrado com muita conversa em volta da mesa.

Não estranhe, pode ser que o café turco que você tome por lá seja de um grão brasileiro, só que feito com o ritual local. Dica: como o pó não é coado, a borra no final da xícara ainda é utilizada para ler a sorte das pessoas.

ITÁLIA

Como já falamos, o café é de origem africana, mas criou uma reputação de excelência um  pouco mais ao norte da Itália. Lá os baristas (especialistas em cafés) são capazes de criar espressos perfeitamente equilibrados e cappuccinos com uma espuma incrivelmente espessa e cremosa. 

O berço do espresso. Roma oferece grande variedade de lugares para degustar ótimos café.

Se você quer experimentar a vida como um local, então o negócio é pedir mesmo um ristretto, uma dose de aproximadamente 15 ml da bebida, chamado de “néctar do café”.

Nada de café com leite e derivações durante o dia. Para os italianos, essas são bebidas consumidas apenas no café da manhã, já que o leite pode atrapalhar a digestão.  

ESTADOS UNIDOS

O café é uma das bebidas mais consumidas no mundo e os Estados Unidos é o maior país consumidor do mundo em volume!

Segundo dados da USDA (United States Department of Agriculture), o consumo per capita em 2016/17 é de 4,2 kg por ano, abaixo do consumo per capita no Brasil, que foi de 5,5 kg.

Costumes dos Estados Unidos: As cafeterias norte-americanas são um sucesso mundial.

Não é exagero dizer que sempre há uma cafeteria por perto. Elas oferecem variedades e opções para todos os gostos, necessidades e ocasiões. Tornando-se alguns dos costumes dos Estados Unidos mais 

Seja na numa representante da 3ª onda do café em San Francisco, Seattle, New York ou em outros cidades mais afastados dos grandes centros, quase sempre é possível saborear um bom café ou avistar um típico cidadão ou turista caminhando com aqueles tradicionais copos que variam entre 350 ml e 590 ml. 

As cafeterias contam com espaços confortáveis e agradáveis para encontrar os amigos, ler, acessar a internet ou apenas pra apreciar sua bebida preferida.

Antes de viajar aos Estados Unidos, coloque na lista de visitas alguns lugares perfeitos para ir e pedir um ótimo cafezinho americano, usar a conexão Wi-fi e relaxar!

COLOMBIA

A Colômbia é uma forte exportadora de café, tem excelente grãos. O problema é que a maioria deles vão para outros países e acabam ficando apenas os inferiores no país. (reconhecem essa semelhança?)

Mas isso não significa que você não consiga provar uma boa xícara do café encorpado e aromático típicos da região.

O café colombiano tem a fama de ser um dos melhores do mundo e o país é bem importante no cenário cafeeiro. Além de ser um dos maiores produtores, ele fica em primeiro lugar quando se trata da produção de café fino.

A colheita é um dos diferenciais: os grãos são colhidos manualmente — e apenas os melhores! O sucesso da bebida também tem a participação de um senhor de chapéu e bigode, Juan Valdez. Este personagem foi criado em 1959 em referência às mais de 500 mil famílias colombianas produtoras de café. Ele eternizou a cafeteria e marca número 1 em café premium colombiano, a Juan Valdez Café.

Dica: visite uma plantação de café, conheça produtores e experimente as paisagens deslumbrantes de onde vem o grão colombiano! A região mais popular é a Zona Cafetera, com algumas áreas intituladas Patrimônio Mundial da UNESCO. As regiões de Caldas, Quindio e Risaralda produzem a maioria do café colombiano, e também são os melhores lugares para fazer um passeio e aprender mais sobre o café da Colômbia.

INDONÉSIA

Um café exótico, raro e o mais caro do mundo: o Kopi Luwak. Ele vem da Indonésia, mais precisamente dos grãos extraídos das fezes da civeta, pequeno mamífero comum da ilha de Bali.

Funciona assim: os mamíferos asiáticos Palm Civets escolhem naturalmente as cerejas de café mais doces. Então, os grãos se movem através do trato digestivo do animal após a fermentação no estômago (apenas a polpa é digerida). Feito o cocô, os grãos são colhidos, lavados, secos ao sol, torrados e vendidos como Kopi Luwak ou Wild Civet Coffee!

Menos ácido e mais amargo do que os grãos tradicionais, eles têm também menos proteínas e bactérias e o café tem um sabor muito suave e especial, com notas de chocolate e algo que lembra o suco de uva.

VIETNÃ

Quando pensamos em referências mundiais de café, o Vietnã não costuma aparecer de primeira, mas deveria. É o segundo maior produtor de café do mundo. Mesmo durante a Guerra do Vietnã e depois dela, continuou mantendo o grão como um dos mais importantes itens da economia local. Sim, ele só fica atrás do arroz, produto mais exportado.

Vale dizer que a topografia fascinante do sudoeste asiático, com montanhas e encostas de climas muitos diferentes, é propícia para a produção das mais diversas espécies de café. Dois exemplos são o Arábica, e, principalmente, o Robusta — muito usado para fazer café instantâneo.

A forma mais comum de preparar o cafezinho no Vietnã é em porções individuais, com filtro de um copo e na própria mesa onde é servido. O preparo é simples:

  1. coloca-se o café moído no filtro;
  2. posiciona o êmbolo com os furinhos por cima do café;
  3. coloca a água quente e espera filtrar.

O café fica bastante amargo devido à alta porcentagem de grão robusta na maioria das misturas, a torra escura e à temperatura fria da fermentação. Porém, o amargo é equilibrado com leite, açúcar ou, segundo a preferência local, com leite condensado!

CROÁCIA

Não espere encontrar um dos maiores ou melhores produtores de café, mas pode ter a certeza de que vai ter a chance de conhecer os melhores lugares para apreciar a bebida na Croácia!

Croatas adoram colocar em prática o “spica”, isto é, “tomar um cafezinho”. Para os visitantes, esse é um dos pontos altos para ter um dia perfeito em Zagreb! Lá, você encontra baristas premiados, espressos ou bebidas diferentonas, grãos internacionais e certificados, além de uma enorme variedade de cafeterias — das mais moderninhas às mais vintages.

Permita-se cultuar a bebida não só em Zagreb, mas em Split, Hvar e outras cidades croatas, todas amantes da cafeína bem servida!

AUSTRÁLIA

Improvável falar de café australiano? Pois saiba que ele conquistou o país e os visitantes e que, com mais de 50 casas especializadas em café, Melbourne é a capital de cafeína na Austrália.

O que o café tem de especial lá? A cultura em baixas temperaturas e o fato de que a bebida, em garrafas de plástico ou caixinhas de papelão, já chega pronta para beber.

Além disso, os australianos inventaram o café tipo flat white, parecido com o café com leite. A dica é aproveitar um roteiro que passe por Melbourne e experimentar a Seven Seeds, uma das cafeterias mais recomendadas da Austrália!

EQUADOR

Você pode nunca ter ouvido falar do café do Equador e ele pode não ser o melhor café do mundo. Mas, acredite, vale a pena provar.

Se você procura um ótimo café e ainda aprender sobre ele, aposte em um roteiro que passe por Quito e conheça a Cafeteria Isveglio. Os atendentes são muito bem treinados, já que a casa também funciona como escola para baristas. Você vai ser apresentado aos grãos, vai poder sentir o aroma deles e aprender sobre a região do país de onde vieram.

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